Wesak, quando a luz do Buda se faz presente

Na Lua Cheia do  mês de Vaisakh ou Wesak do calendário Budista, ocorre o aniversário de todos os acontecimentos importantes  da vida de Sidarta Gautama, o Buda Terreno. Seu nascimento, iluminação até seu desenlace.

Buda é um estado de iluminação possível a qualquer ser humano em evolução na trajetória terrena. Requer esforço, compreensão, compaixão e desapego. Conta-se que o Príncipe Sidarta alcançou o estado de Buda ainda encarnado. Em vida concentrou seus esforços para atingir a compreensão dos males e sofrimentos da humanidade e, a partir desse entendimento, traçar o caminho de liberação do Samsara, ou roda das encarnações.

Ele mesmo colocou em prática suas ideias , abriu mão de sua fortuna, experimentou os extremos entre o “ter” e o “não ter” até que descobriu que o equilíbrio estava no caminho do meio. Ao seguir esse caminho alcançou a iluminação e tornou-se um dos primeiros Budas oriundos do próprio planeta Terra. Sua trajetória serve de exemplo e inspiração a todos seus seguidores. O amor e o compromisso que dispensou à evolução do planeta são renovados, todos os anos, durante o festival de seu aniversário, que culmina na Lua Cheia do signo Touro.

Nesta ocasião sua Aura se expande alcançando a Aura da Terra. No ponto alto da Lua Cheia, ou plenilúnio, é possível, aos presentes, quer estejam em corpo físico, mental ou espiritual, ver sua imagem projetada por sobre a cadeia  de montanhas que circundam o Vale de Himawat, no Himalaia. De acordo com Leadbeater o Buda possui um “tipo especial de energia” que se derrama sobre o mundo, especialmente neste momento:

É uma bênção, algo única e maravilhosa, porque, por sua autoridade e categoria,o Buda tem acesso a planos da natureza que estão muito além do nosso alcance, e nessas condições pode transmutar e transferir para nosso plano a energia peculiar a esses elevadíssimos planos. (p.268)

Leadbeater também afirma que devido ao alto teor vibracional dessas energias, elas não nos seriam de nenhuma utilidade sem a intermediação do Buda. Não nos seria possível reconhecê-las e não teríamos as ferramentas para manipulá-las.

Essa mesma energia serve para canalizar e espargir as bênçãos enviadas ao plano terrestre, por todo o mundo, por meio da aura do Buda, no momento de sua aproximação com a Terra. Ela encontra os canais necessários e intensifica a atuação de todos quantos se conectam com esse instante, com abertura no coração e bons sentimentos. Enquanto se desenrola essa dispensação de energia, no vale do Himawat ocorre uma cerimônia de grande teor místico, acompanhada por peregrinos, discípulos e adeptos oriundos dos mais diversos cantos do mundo.

No centro do vale do Himawat emerge um platô cercado de montanhas e ladeado, a sua direita, por um lago de águas cristalinas. Às margens desse lago e antes de chegar ao Platô estende-se o acampamento dos peregrinos. Desse local é possível ver o vale como um todo, incluindo o Platô. Os peregrinos costumam chegar com uma semana de antecedência e permanecem em meditação  e recitação de mantras.

Nenhum preço que nos seja exigido será muito elevado para ser útil à hierarquia no momento da Lua Cheia de Touro, o Festival de Wesak; nenhum preço  será demasiado elevado para obter a iluminação espiritual possível, particularmente neste momento”. Mestre Djwhal Khul. 

Aonde quer que existam grupos de Boa Vontade que estejam invocando as energias, quer seja durante o plenilúnio de Wesak ou em qualquer momento da Lua Cheia, naturalmente haverá uma invocação de força cósmica que vem transmitida pelo Senhor Buda.” Vicente Beltran Anglada

Segundo Vicente Anglada, a “potência invocativa da humanidade” é muito importante neste momento, porque o Senhor Buda traz as energias de Ursa Maior até Shamballa. Ele constitui um grande intermediário entre Shamballa e o Logos Solar. É ainda o responsável por trazer, com a ajuda das hierarquias angélicas, essas energias oriundas do Cósmico e de Shamballa para a humanidade. Essas energias são reconhecidas pelo Cristo e pela Hierarquia que as filtram e transferem para o terceiro centro que é a raça humana. Contudo, só poderemos acessá-las pela invocação grupal. Só a consciência grupal, plenamente desenvolvida, nos permitirá acessar e receber os benefícios dessas forças.

Embora a aura do Buda se esparja sobre toda a terra, é no vale do Himawat que se faz possível  testemunhar o surgimento da imagem do avatar e de outros mestres. Mesmo estando distante fisicamente , podemos estabelecer contato com esses seres, testemunhar suas presenças e compartilhar as cerimônias do festival, projetando-nos mentalmente ou em corpo astral até o vale sagrado dos Himalaias.

Recomendações:

1- é recomendável o jejum parcial ou integral, dois dias antes do plenilúnio.

2- junto ao jejum recomenda-se meditação profunda sobre os mistérios do Wesak. Refletir sobre os ensinamentos do Buda nas Quatro Nobres Verdades e na “senda dos oito passos”:

As Quatro Nobres Verdades:

  • A verdade do sofrimento
  • A verdade sobre a causa do sofrimento
  • A verdade da Cessação do Sofrimento
  • A verdade do Caminho que leva à cessação do sofrimento

A senda dos Oito Passos ou O Caminho do Meio:

  • Compreensão correta
  • Pensamento correto
  • Palavra correta
  • Conduta correta
  • Modo de vida correto
  • Esforço correto
  • Atenção correta
  • Concentração Correta

3 – Nas vinte e quatro horas que antecede ao Plenilúnio, a Grande Invocação deve ser recitada tanto quanto possível ou, pelo menos, ao amanhecer, ao meio dia, às cinco da tarde, à noite e na hora exata do plenilúnio.

4 – De vinte a quinze minutos antes, é importante o recolhimento total para meditação profunda, durante a qual é recomendável a visualização do vale do Himawat. Ao sentir-se em perfeita harmonia com o ritmo do Festival , faz-se a Grande Invocação.

A Grande Invocação:

Do  ponto de Luz na Mente de Deus,
Que aflua luz às mentes dos homens.
Que a Luz desça à Terra.

Do ponto de Amor no Coração de Deus,
Que aflua amor aos corações dos homens.
Que o Cristo retorne à Terra.

Do centro onde a Vontade de Deus é conhecida,
Que o propósito guie as pequenas vontades dos homens –
O propósito que os Mestres conhecem e a que servem.

Do centro a que chamamos raça dos homens,
Que se cumpra o Plano de Amor e Luz,
E que se sele a porta onde mora o mal.

Que a Luz, o Amor e o Poder restabeleçam o Plano na Terra.

Permaneça neste recolhimento o quanto desejar. Não há problemas em adormecer em meio à experiência

Saiba mais:

Leadbeater, Charles – Os Mestres e a Senda

Anglada, Vicente B – Os Mistérios de Shamballa

Karma Yeshe Drolma

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